Releitura, o palhaço de um circo sem futuro ( ou um homem de negócios)

Era um pai palhaço,
Era um filho envergonhado,
Era um diálogo de curiosidade.

-Pai, o que o senhor faz?
-Filho, faço rir as pessoas pessoas tristes,
-Pai, por isso você ri tanto?
-Filho, sou feliz.

Era um palhaço que era pai.
Era um adolescente que era filho.
Era uma apresentação sem futuro.

-Aquele é seu pai?
-Não, é um palhaço.

Era uma casa triste,
Era um palhaço feliz,
Era uma piada solta pelo vento.

-Pai, tira essa tinta do rosto!

Era uma vida construída,
Era um palhaço persistente,
Era um filho longe do pai.

-Filho, venha para a apresentação das crianças?
-Não pai, preciso descansar.

Era o fim do palhaço,
Era o fim do pai,
Era um filho arrependido.

Pai, está tudo ao avesso,
não vejo a estrada, não vejo caminho,
não vejo a felicidade.
Quero não me importar com a direção,
Quero ser sem preocupar.
Quero sorrir da vida,
quero andar na praça por andar,
quero colocar tinta branca e vermelha em meu rosto,
Quero pular de uma perna só e quando cair quero dar gargalhadas de mim mesmo,
Quero levar meus filhos no parque e disputar uma corrida com pés pato,
Quero ser tudo.

Pai, me ensina a ser palhaço.

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