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Mostrando postagens de outubro, 2009

CEU - disco

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Texto de capa: Promesse du Brésil actuel, CÉU signe un album entre force et delicatesse. Bien ancrée dans ses racines, la samba qui lui colle aux semelles, elle s'aventure sur d'autres territoires: soul, afro-beat, électro-jazz. D'une rare maturité, CÉU a dirigé une culture musicale des plus éclectiques qu'elle assemble avec finesse dans un univers singulier. Que honra para nós que essa grande referência musical seja também brasileira. Repete-se o cenário da bossa nova onde a música ganha o mundo para depois ser reconhecida e reverenciada na própria casa. Nesse cd a fase do reconhecimento nacional nem passava perto, tanto que a capa está escrita apenas em francês e inglês, e eu escolhi aqui o francês (e ainda o escolheria mesmo que houvesse o português), pois sem querer parecer anti-nacionalista digo sem pudor que les mots françaises refinam os dizeres. Sobre um comentário que li sobre ela fazer MPB, discordo vigorosamente. Na verdade discordo por estar cansada, pra nã...

Em êxtase

Meu amigo disse que tem pessoas que para entrar em êxtase procura sexo, como ele, tem gente que procura a bebida, outros maconha e tem pessoas como eu que procuram a música. Concordo plenamente e hoje mais do que nunca acho que nasci errada, eu deveria saber cantar! Sei lá, não combina comigo só ouvir... será que vim faltando? Será que esqueci de passar no guichê dos dons essenciais do ser? Sei não, ando meio desconfiada disso. Mas voltando ao êxtase, acabei de atingi-lo mais uma vez novamente de novo! Li no My Space do Graveola que dia 23/11 eles vão abrir o show da CÉU! Para! Você entendeu? Graveola mais Céu, um seguido do outro!!! Paaaara! Claro que entrei em êxtase!! E melhor, vou pagar só R$15,00!!! Pena que está longe, mas é bom que vou ter dinheiro! Quinze reais não é cosquinha para mim infelizmente AINDA (e abre um sorriso bem humorada e esparançosa). E não tão animada ela tenta sair do êxtase para voltar aos seus divinos deveres de estudante de engenharia (divinos? paaara) e p...

História d'Ana

...E viveu uma semana, era Ana, eram anos... Era a vida inteira e era tempo algum ...Era os cachos dos seus cabelos... tantos erros, tantos erros!... Ela só podia crer num Deus, sai da Igreja, esta fé... altar de luz, olha a lua, olha a lua... por onde passou, sentiu o seu destino.. ...despedaçado, atado, vidrado, trincado, cortado... seus vícios, seus mortos, seus caminhos caminhos fartos Olha pra trás... tão fartos... E passou uma semana e não viu mais o seu amor.

Apenas um papo

Semaninha porreta, minhas aulas de hidrologia estão fazendo meu despertador tocar às 5h30 parecer menos ruim do que sempre foi. Não que pretendo virar um hidróloga ou coisa que o valha, mas o professor é, como diz... porreta. Sem contar que finalmente algo palpável pra nossa realidade, afinal, como todos estão sabendo BH está sendo vítima dos fenômenos naturais, nessa quarta uma precipitação pluviométrica histórica, uma chuva de retorno de 10 anos nos ocorre. Deu em jornal de divulgação nacional, popularmente o JN. Enquanto o mundo se acabava lá fora eu estava sentadinha no improvisado sofá da improvisada sala de tv da minha casa torcendo para a energia não cair e eu conseguir terminar de ver o caso horroroso que se passava no episódio de Cold Case. Sou brasileira nata e com orgulho, mas tenho que admitir que na minha pequenez e fragilidade mental sou dessas que gosta de comer um Mcdonald's assistindo seriados americanos. E por falar em americano, que história é essa do Obama ganha...

Quando ela dança

A meia luz, os tambores começaram a tocar. O salão estava vazio. Não porque pessoas ali não estavam. O que não havia era presença alguma. Mas ela não estava se resistindo... aquela noite havia de ser dela sim. Pediu uma cerveja gelada, e o líquido lhe desceu como se fosse a última bebida no deserto. Como se aquele ato lhe desse a passagem para qualquer coisa. Começou a se sentir livre. Já não se importava mais com aqueles olhares masculinos, que a devorava. Cansou de conhecer pessoas. Sim, aquela noite havia de ser só dela. Os tambores tocavam frenéticos. Começou a se sentir. O meio do salão agora havia presença. Tambores, batuques... Tum tum... Pernas, quadris, cintura... No peito tum tum tum... . Ai se ali não tivesse teto Ai se a lua a visse... só quer os olhos da lua... não quer olhar de mais ninguém. Quer dançar a noite. Não importar com luz, com horas, com pessoas. Tinha de ser ela e só ela. Ninguém mais.