Ali na frente, longe bastante para ter de expremer os olhos e perto o suficiente para comparar tamanho com dedo fura bolo, se vão menina e mulher dadas as mãos. Caminhando sempre e sem previsão de parada a mulher leva a garota, ou a garota leva a mulher?
Mulher: - Venha menina, te mostrarei a vida, o destino que nos espera, trabalharás para comer, não matarás, certa vai ser de que você não será de ninguém, sua vida é tua e de homem algum, mas não se negará àquele que te desejar e te amar. Se formará e cumprirá teu dever, dever de mulher, ou seja, cuidará de tua cria e de teu homem, fará o que lhe agrada tanto em hobby quanto em sexo, ops, não falará de sexo, venha menina, a vida te espera.
Menina: - Vamos mulher, vamos correr, vamos andando, depois paramos, de vez em quando pulamos de um pé só, de vez em quando vamos feito canguru, essas flores do caminho são bonitas, a gente pode ir pegando as vermelhas e deixando as amarelas, depois fazemos o contrário, se tiver um rio no caminho a gente nada e bebe água, vamos que o dia está bonito!
Ser feito mulher ou ser feito menina? Entre chegada e destino há sempre a travessia, mas o que importa?
Temos chegada ou somos sempre caminho?
Fim de ano e início de dúvidas, na verdade retomada delas...
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