terça-feira, 8 de dezembro de 2009

De brinquedinho novo

Tá, eu sei que semana de provas está chegando, sei que tenho trabalho pra entregar, mas a vida é assim, não é mesmo? Quando a gente encontra o prazer, se vicia nele!

Estou de brinquedinho novo. Não, não é nenhum vibrador, nenhum homem gatíssimo me satisfazendo, nada disso, pena pois assim não incorporo no assunto do meu novo blog de acompanhamento: o fafalando.

Mas então, voltando ao meu brinquedo, descobri, ou melhor REdescobri o programa de torrent! Tudo de bom essa tecnologia, agora por exemplo, estava eu toda toda, viajando por aí nos mais variados assuntos do momento, coisas do tipo Geyse Arruda, frases fresquinhas no twitter como "Política é como acordar de manhã. Nunca se sabe de quem é a cabeça encostada no travesseiro" Wiston Churchil, opiniões do Arnaldo Jabor, me informando sobre as novas tecnologias do comércio do sexo, lendo algum blog por aí e nesse pula, pula, meu brinquedo traz um presente! Terminou de baixar uma coletânea fresquinha de Blues, ah, nem resisti, parei o filme de Che, na metade mesmo, para deliciar com meu novo presente.

Sei que não vou dar conta de todos os discos hoje, mas já estou satisfeita com o primeiro, comecei muito bem! O velho e bom John Lee Hooker, boogie man, que Deus o tenha.

Ouvindo esse disco inteiro, me deu vontade extrema de beber um uísque, só tem um inconveniente, não gosto de uísque!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tirei o saco da cabeça

A la quem sou eu do orkut, resolvi hoje nao falar em terceira pessoa, não criar personagens, nem metáforas. Hoje é dia de mim. Sem máscaras, sem modéstia e sem dó.
Não é meu aniversário, não é dia de dor de cotovelo, não é nova paixão a vista, não é nada de incomum. É o comum, os pensamentos, afinal, aqui é lugar deles.
Cansei de me martirizar, de ter em mim essa característica de rever minhas atitudes a cada erro. As vezes queria ser ignorante, desses que acreditam que a culpa é toda dos outros, desses que são tão cheios de si que acreditam e fazem os outros acreditarem o quanto são bons, mesmo não o sendo. Não estou falando que sou perfeitinha, certinha e coisa e tal. Mas minha consciência grita, o tempo todo! Queria que a consciência falhasse mais vezes. Assim como a de todos que me rodeiam. Queria não ter consciência suficiente para tratar mal alguém, assim como me tratam. Desligar o telefone na cara, ignorar, falar mentira. Sobre ter a consciência sempre, isso faz mal, a vontade de acertar sempre, de fazer o certo é insuportável, afinal, isso é impossível!
Quero perder o controle e não buscar a razão sempre. Queria sentir mais, falar mais perdendo a cabeça. Queria me descontrolar vez em quando. O que me prende então?
As vezes dá vontade de largar tudo e provar pra mim mesma que posso sair da linha, mas não consigo.
Queria ser mais egoísta, focar em mim e esquecer dos outros, para as pessoas acharem um rumo precisam disso. É por isso que muitos acham que o engenheiro não olha para os lados, que é bitolado, mas para fazer as coisas acontecerem não se dá para pensar em todos os lados, um interesse elimina o outro e sair dessa rede se torna difícil. Por isso para erguer algo, tornar sonhos em concreto é necessário parar de olhar para o lado.
Amanhã serei menos pensamentos e mais atitudes. Um dia ainda largo toda essa rotina chata pra viver.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Menina e Mulher

Ali na frente, longe bastante para ter de expremer os olhos e perto o suficiente para comparar tamanho com dedo fura bolo, se vão menina e mulher dadas as mãos. Caminhando sempre e sem previsão de parada a mulher leva a garota, ou a garota leva a mulher?

Mulher: - Venha menina, te mostrarei a vida, o destino que nos espera, trabalharás para comer, não matarás, certa vai ser de que você não será de ninguém, sua vida é tua e de homem algum, mas não se negará àquele que te desejar e te amar. Se formará e cumprirá teu dever, dever de mulher, ou seja, cuidará de tua cria e de teu homem, fará o que lhe agrada tanto em hobby quanto em sexo, ops, não falará de sexo, venha menina, a vida te espera.

Menina: - Vamos mulher, vamos correr, vamos andando, depois paramos, de vez em quando pulamos de um pé só, de vez em quando vamos feito canguru, essas flores do caminho são bonitas, a gente pode ir pegando as vermelhas e deixando as amarelas, depois fazemos o contrário, se tiver um rio no caminho a gente nada e bebe água, vamos que o dia está bonito!

Ser feito mulher ou ser feito menina? Entre chegada e destino há sempre a travessia, mas o que importa?

Temos chegada ou somos sempre caminho?

Fim de ano e início de dúvidas, na verdade retomada delas...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Caminhos

Vários pontos no mapa, partidas destinos e ruas sem saída. Algumas estradas estão um pouco esburacadas outras acabaram de ser recapeadas, mas levam a lugares inóspitos. Esses dias peguei um caminho errado, me levou a uma grande vala, tinha uma cachoeira linda, desci até lá, bebi da água, nadei um pouco, mas me escorreguei, o tombo foi feio, mas como situação parecida já tinha me acontecido outras duas vezes em minha vida, até que me levantei rápido e vi que por ali não tinha mais o que aproveitar o lugar era perigoso, vi logo.
Agora vou caminhando, com sede, mas de cabeça erguida, sem me rastejar, ainda aguento, estou de posse de protetor, sapatos confortáveis, mas talvez até previnida demais, levo um capacete e joelheiras, mas sei que feliz, ou infelizmente, assim que eu vir a cachoeira de novo jogo fora tudo isso, paciência....
Como sempre, ilusões de mulher!