Março, já está no final, é hora de se encontrar, pra viver mil vezes mais... sei que a letra não é essa, mas adaptações é uma forma criativa de se iniciar um texto, acreditem se quiser.
Fim de semana bacana, com direito a cervejada de faculdade, colação de grau da mais véia e uma baita feijoada hoje. Eu não me considero uma pessoa exagerada sabe, mas tem horas que admito, eu extrapolo, geralmente isso acontece no horário que beira às 13 horas. Chegando à noite bate aquele arrependimento, aquela vontade de voltar atrás, mas como tudo na vida, foi bom enquanto durou e não se chora mais o leite derramado ou a feijoada comida... e assim vou tocando a vida no tocante da avenida. Meu eu poético está aflorado. Poesias e filosofias de botequim, regadas a cervejinha, violão, pandeiro e meu instrumento de percussão. Eu deveria beber todo dia, assim eu viraria uma ótima musicista, é incrível como eu canto bem sobre o efeito do divino álcool, se o mundo me visse eu estaria barbatrucando nos palcos desse meu Brasil. Tá, aquela conversa dos exageros, acontece comigo também quando o dia atinge a noite e a madrugada vem vindo. Nóooo, não ia entrar nesse detalhe, mas exageros sendo ditos, tem aqueles que eu gostaria de vivê-los, sabe aqueles lugares que bombam nas madrugadas, com letreiros luminosos, vários quartos e seus frequentadores geralmente sendo casais? Meu pudor não me permitiu ser mais direta. Então de vez em quando me imagino entrando ali com uma certa pessoinha que me provoca arrepios quando chega bem pertinho, aí me imagino dançando com cinta liga e tudo mais, mas sonho é sonho e a realidade é cruel, certa pessoinha já tem companhia para esse tipo de programa, e meus desejos precisam ser guardados num bauzinho a sete chaves, não que seja impossível, mas não sou mulher de me sentir a vontade fazendo isso, mas aquelas que o são, admito, possuem uma felicidade.
E não é?
Pudores, limites, vergonhas e coisas do gênero existem para privar as pessoas de certas felicidades, aqueles que não o têm ficam condicionados à aprovação de sua própria consciência que quando tem vez grossa faz sofrer. Mas isso não é propriedade de se escolher, nasce ou não com ela. Minha consciência por exemplo nasceu com alta frequência fonética (voz alta), e desde que me entendo por gente, grita sons insuportáveis mas infelizmente compreensíveis, já alguns homens parecem ter nascido sem essa coisinha impertinente, muitas pessoas dão ao nome desses de "homens safados". Engraçado é que como inexiste a coisinha (consciência), os homens safados ainda se gabam de o serem, e nós pertencentes da peste (coisinha) só nos cabe julgar em vão e conviver.
Fica então o dever de casa, como viver mil vezes mais quando há o freiador (peste,coisinha) no interno profundo de nosso ser?
Seja como for, mais uma semana vem aí pra gente tentar...
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