Ana estava bem, teve uma manhã agradável de sexo mais ou menos, conversas amenas, e uma preguiça intermitente. A próxima noite era mais uma, sem muitas expectativas, mas algumas dúvidas. Quando chegou ao acaso no seu segundo destino, achou graça, era ele mesmo quem estava ali, ao lado da mocinha sem graça.
Ele estava acabado, feliz, mas acabado. Se surpreendeu com ela, Ana estava bonita e sóbria.
Ana adentrou mais um pouco e observou o outro, com uma moça bonita que não tinha palavras. Bebeu uma cerveja e conversou. Olhou para ambos, não se via ali ao lado de nenhum deles. Aquele primeiro não parecia a mesma pessoa que hoje de manhã acordou ao seu lado, não que estava mais feio, mas não era aquele rapaz que ela gostaria de estar abraçada. Não era aquela vida que ela queria ter. Ana virou seu olhar, conversou com o segundo e com sua moça sem palavras mas alguns sorrisos.
Ana encheu o peito e se questionou no Domingo se não estaria perdendo tempo com todas aquelas pessoinhas de vitrine, se não estaria construindo suas lajes em pilares desalinhados, Ana sabia que estava faltando alguma coisa, que tudo estava meio torto, meio estranho, meio desajeitado.
Sentou na rede e colocou um disco, era música que lhe faltava.
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