O que Socrates diria sobre Wood Allen? - O colecionador

Retorno de férias, retomada da rotina, mudanças da rotina, novos projetos, novos objetivos.
Comecei o novo mini projeto pessoal: "O que Sócrates diria sobre Wood Allen?" Esse será um dos meus hobbies desse semestre. Um livro que gostei do título, assim como a maioria das boas leituras que me lembro. A ideia é ver os filmes e refletir sobre os mesmos e posteriormente ler o fundo filosófico que o autor tem a dizer.

Comecei meio fora de ordem, simplesmente porque não consegui ainda o primeiro filme. Iniciei com "O colecionador", um filme um pouco antigo, de 1965, dirigido pelo William Wyler. Confesso que assim que iniciou pensei: "Fudeu, será que vou conseguir ver até o fim?" Mas superei meu rótulo de que filme antigo é tudo entendiante e na verdade gostei muito!

Agora vamos ao que interessa, o que o filme mostrou?? A obsessão dos seres humanos em ter aquilo que deseja. No ir além de admirar e restringir a liberdade do outro em função dos seus desejos. É isso que enxerguei no personagem do sequestrador ou melhor, colecionador. Ele aprisionou seu "amor adolescente" para que a mesma estivesse em seu domínio, para que a mesma a pertencesse, tal qual fazia com as borboletas, pois para ele não bastava admirá-las belas em seus habitats, era preciso tê-las mesmo que mortas.

Eu generalizei a situação mas essa é a situação extrema não é fato que todos os seres humanos sejam assim. Mas se pensarmos muitos o são, claro que em menor escala, mas o são. Principalmente com seus parceiros. Eles esperam que o outro o queira, que seja dele e acha que está tratando-o da melhor forma possível, mas na verdade estão apenas sufocando seus parceiros e nada o que recebem é suficiente para eles, pois querem sempre mais do que dão e/ou não os deixam em seu habitat natural.

Estou curiosa para ler a resenha do livro, mas vai ficar para semana que vem...

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