quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Privataria Tucana

Cheguei antes que Abril acabasse! 

Ah como eu queria poder falar sobre a PRIVATARIA TUCANA, mas não creio que tenha mais algo a acrescentar ao Amaury Ribeiro. Já tem um tempo que ando lendo esse livro, mas a leitura não flui. Não posso culpá-lo, afinal não sou uma pessoa que se possa dizer politizada, e portanto, volta e meia me emperro nesses nomes sem fins que aparecem no livro. Também não posso culpá-lo por entender bulufas de cartas jurídicas e processos de abertura de empresas. Mas admito, estou na garra para terminá-lo, apesar de pouco tempo eu ter, estou me esforçando. 

A verdade é que apesar de não estar dando conta de acompanhar as mil e uma empresas laranjas e os mil e um personagens ladrões, só estou entendendo uma coisa: tem muita gente ficando rica enquanto estou aqui acordando cedo para bater cartão! E me emputece saber que meu suado dinheirinho está indo (30%) embora do meu bolso, quer dizer, nem chega no meu bolso e nem sequer ter meu tratamento de gastrite eu posso ter, pois o médico do meu maravilhoso plano de saúde só poderá me atender daqui 45 dias. 

Será que minha gastrite aumenta a medida que leio a privataria tucana?? Indigesto... 

 

domingo, 11 de março de 2012

Para viver um grande amor - Vinícias

Eu não ando só,
Só ando em boa companhia,
Com os sons de vinícius, cartola e chico,
Suas canções e poesias.

Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e muito riso
Para viver um grande amor
É preciso ser mulher de um homem só
Pois ser de muitos - poxa!- é pra quem quer
Nem tem tanto (ou nenhum) valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se uma dama,
E ser dele por inteiro,
Seja lá como for,
Há de se fazer do corpo dele uma morada
Achar um cantinho de aconchego em seu peito,
Enquanto ele te protege com sua espada,
Para viver um grande amor...


Eu não ando só,
Só ando em boa companhia,
Com os sons de vinícius, cartola e chico,
Suas canções e poesias.

Para viver um grande amor direito
Não basta apenas achar um bom sujeito
É preciso que cuide do rapaz,
Que dê carinho e atenção,
E é sempre bom ter em vista,
Uma fala de letrista,
Dizer que ele é o melhor em alguma coisa,
Mesmo que seja em abrir potes de azeitona,
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coizinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas e pudim
Para depois do amor
O que há de melhor que ir para a cozinha
E preparar com amor para o gatinho
Um assado ou um espetinho
Para o seu grande amor?


Eu não ando só,
Só ando em boa companhia,
Com os sons de vinícius, cartola e chico,
Suas canções e poesias.

Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
É preciso um cuidado permante
Não só com o corpo, mas também com a mente
Saber acompanhar nos churrascos de amigos,
Nos futebols de quarta-feira
Ou simplesmente desacompanhar.
É preciso ser bem juntinho, mas saber afastar.
Mas tudo isso de nada há de adiantar,
Se neste mundo desvairado
Não se souber achar o grande amado
Para viver um grande amor!

Eu não ando só,
Só ando em boa companhia,
Com os sons de vinícius, cartola e chico,
Suas canções e poesias.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Releitura - sua insensatez

A insensatez que você me fez
Coração mais sem cuidado
Me fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, porque você abandonou tudo assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração que não amava
Não merecia ser tão dilacerado
Eu que havia acostumado
"Vai, meu coração, ouça a razão"
Não use só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, não pede perdão
Perdão por ser apaixonado
Engole o sofrimento e cala-te por dentro.
Não ame mais. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O príncipe que virou sapo

Estava tudo fofo, bonitinho e certinho. Até que chegou o carnaval. Fiquei longe dele e nem liguei com o fato de ele ir ao Rio de Janeiro e eu para Belo Horizonte, cidades completamente opostas no quesito carnaval. Não tinha ligado, de verdade, mas fui acampar, e acampando refleti. Refleti que fui solteira a vida inteira e que não preciso de um homem para me fazer feliz, não que eu não queira, mas não preciso. E preciso muito menos de um homem que ao se afastar me esquece. Nenhuma mensagem, nenhum telefonema, nem um sinal. O carnaval está bom. Não que o meu não estivesse, mas não gosto de expectativas, na verdade gosto, mas não gosto de frustrar com elas. Eu não estava esperando nada, mas comecei a refletir e conclui que na verdade eu deveria sim esperar algo, se ele me valoriza deveria ter medo de me perder e se tivesse medo de me perder, marcaria território. Mas isso não aconteceu então pelo raciocínio lógico não me valoriza. É o famoso bom moço. E não estou em idade nem em nível de ser enganada por bom moços, não sou romantiquinha e não sou Amélia. Sou livre e sempre serei até que um homem realmente me valorize e seja merecedor do meu carinho.
Ele não me mostrou isso então serei forte e também não darei a ele o que quer, curtição.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ana, Laura, Amélia, Diana, quem é são elas, quem são elas?
De onde elas vêm tem muito mais e a cada momento aparece mais uma, não que vieram derrepente, mas se mostram, se apresentam e se assumem.
Esses dias encontrei a Amélia, ela estava deslumbrante! Feliz, saltitante, apaixonada como sempre. Suas mãos calejadas e moídas de tanto lavar roupa e louças, estavam com as unhas por fazer, Amélia nunca teve muita vaidade. Ela me mostrou uma foto do seu homem, fiquei surpresa pois não esperava que algum dia ela materializaria seu tal homem, mas de qualquer forma a foto existia e comecei a olhá-la por outros olhos. Será mesmo que o Homem da Amélia realmente existe? E Amélia ainda é que é mulher de verdade?

Ouvi falar que a Ana morreu, tenho minhas dúvidas, esses dias ouvi uma voz parecida com a dela, mas fiquei em dúvida, pareceu muito a voz de Diana também, falavam sobre falsas amizades e falsos sentimentos, assunto complexo.

Laura tem amado pouco, ouviu falar sobre a história de Amélia e ficou um pouco confusa se ela mesmo não seria a própria Amélia. Crises existenciais estão acontecendo, é um momento conturbado na vida delas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Olha o tempo - ih passou!

Nosso tempo é contado, tic tac tic tac, passa a hora não demora, tic tac tic tac... tempo avoando e a gente aqui, fazendo não sei o que, tic tac tic tac, vai se embora.... são os úlimos segundos, minutos, horas... anos e o tempo não para. O que vai fazer com o que lhe resta? Sabe quanto lhe resta? Sei não senhor... tic tac tic tac... só sei ouvir o barulhinho... sim ele está correndo. O que tem por vir? Não perca tempo pensando nisso não, tempo, tempo, tempo, como usá-lo... abobrinhas, besteiras, bobaaaagem, vc ainda tem muito tempo! Que tempo? Mano, velho, forte... tempo tempo tempo vou te fazer um pedido... leva ele em tempo de não lhe parecer que foi tempo demais e a tempo de dar tempo a lhe ser tempo suficiente. "Tempo só é pouco se a gente não sabe usá-lo", mas cadê o manual? Ah tempo maldito! De cólera... tempo sofrido... grandes tempos foram aqueles, em que dava tempo de fazer cada coisinha, de sentir cada cheirinho. Só o tempo vai curar sua ferida! Dê tempo ao tempo, vc esquecerá dele.... será o tempo? E ele está indo... viver noutro tempo! Feliz aquele que se foi e fugiu dessa corrida contra o tempo... ah tempo, você ainda me mata!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Conversa de terapia

Como fazer com que você nunca se esqueça de ser você mesmo quando não se lembra muito bem como exatamente isso te direciona?

Achei que isso ia demorar para acontecer, mas estou me cansando dessa cidade, viver aqui é bom, mas para uma mulher solteira é meio complicado. Saio na cidade e disputo a atenção de homens não interessantes com mulheres de vestidos curtos tubinhos de R$500 equilibrados em pares de saltos altíssimos. Quando você está imersa em um ambiente em que todos são diferentes de você, tem interesses diferentes, pensam diferente, chega a hora de se questionar se não seria você a não interessante da historinha. As vezes sou eu que reclamo demais, quem sabe não sou arrogante demais? Quem sabe as mulheres de tubinhos são muito mais divertidas, muito mais agradáveis, muito mais conversadas? Pensam menos em condensar seus pensamentos de forma rabugenta e chata? Pode ser sim tudo isso...

Pode ser também que esse não seja o meu lugar, assim como muitos outros não o eram, será que existe um lugar para mim? Percebi que meu poder de percepção não é dos melhores, percebi que demorei muito para perceber isso. Sonhei que eu era personagem do "Show de Truman" mas ninguém interessava muito para meu papel, eu era coadjuvante em todas as cenas de minha própria vida, um pesadelo.