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Mostrando postagens de julho, 2008

Um pouco de Laura

A Laura gostava de todos eles, Guimarães, Machado, Fernando... Na verdade amava suas crias, o Viramundo por exemplo, por ele teve uma forte paixão! Apesar de lindo os romances, ela queria algo mais, tinha necessidade de carne, tinha necessidade de realidade, mas nada lhe parecia suprir, nada era como seus amores que existiam quando ela queria. Homem nenhum parecia se aproximar daquilo que ela tinha em mente, apesar de não ter mesmo nada. Continuava a se apaixonar por Riobaldo, Paulo Honório, o homem sem nome... Nesses dias para trás Laura andou finalmente reparando em um homem, dessa vez um homem que existia independente de ela abrir ou não um livro. E como existia! Esse era um homem que chamava mesmo atenção, todas o aspiravam e suspiravam pelos cantos. Então, Laura começou a pensar nele um pouco mais do que devia. Percebeu que era um cara diferente, com gosto para música, dança, escrita e ciências. Era um homem no mínimo interessante. Se era homem de boa conversa, nunca soube dizer, ...

Condensei mais um

Hoje me peguei pensando, mas não era pensamento assim, concreto da gente quase pegar com as mãos. Era pensamento que fugia, e voltava. Era só me ver alcançando que eu perdia, e me sentia sem firmar pé em pensamento algum. Coisa estranha... mas corriqueira. Quando a gente é criança, pensar é mais simples, a gente pensa e aquilo é certo. Não tem dúvida de pensamento que vem da gente, dizem que é porque criança não conhece as coisas, não sabe do certo e do errado então pensar só lhe basta. Quando a gente cresce é que começa a condenar pensamento? E pensamento dos outros também é condenado. Tô sentindo falta, é disso que eu vinha pensando. Mas fugia, porque a falta que eu sentia era de ter pensamento certo. Você está me compreendendo? Quando resolvi de pensar algo que não fugisse, essas coisas da vida, eu pensei, pensei que o que faltava naquele momento era ter uma linha na minha vida, era de ter um pouquinho de dinheiro, um romance e um livro. Isso havia de bastar naquele momento. Mas nã...

O Grande Amor

Tinha cá pra mim que agora sim eu vivia enfim o grande amor... mentira... Não cheguei a me atirar do trampolim... mentira que me atirei sim... Mas fui até o fim uma amadora, eu botava a mão no fogo então com meu coração de fiadora... Hoje tenho apenas uma pedra no meu peito. Exijo respeito, pois continuo sonhadora... mentira... Chego a mudar de calçada, quando aparece uma flor, e dou risada do grande amor... mentira!

Desabafo de retirante

Eu não vim de longe para me enganar. Não fugi da seca nem da fome. Ao contrário do que todos geralmente pensam. Vim atrás do movimento, e continuo atrás desse. É natural. Perrengue passo e não desisto. As vezes me desvio e entristeço. Mas não estou aqui para isso. Como eu disse, não vim de tão longe para me enganar. Levianos, beldades e populares. Não, eu não vim aqui para isso.

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Fugindo um pouco do padrão do blog, se bem que não tem padrão... sou livre e isso aqui é livre também. Divulguei no orkut, então divulgo aqui também, daqui a pouco invento uma corrente por e-mail... a esperança é a última que morre. Vou aproveitar isso aqui e falar dos bichos da minha vida, afinal é domingo, o almoço não está pronto, não posso fazer o suco de laranja e estou bastante sentimental. Vou ignorar aqueles bichos de pelúcia e os bichos que meu pai trazia para a casa quando eu era bebê, esses eu não me lembro muito bem. Os primeiros a fazer parte de minha vida, foram os dois cágados que meu pai pescou certa vez, ficavam no corredorzinho entre a varanda e o muro... ainda não era concretado e aquele lugar, para o meu tamanho, parecia enorme! Eles passavam os dias lá, pobres coitados, e pobres coitadas de nós, morríamos de medo daqueles dois, mexiam a cabeça pra frente e pra trás e não queriam saber de brincar conosco. Era revoltante... o fim deles foi na panela... quanta maldade...