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Mostrando postagens de março, 2010

O moço do sorriso bonito

Te vi nas minhas lentes, e mesmo embaçadas dava pra te inver, ou pensei que dava. De longe, ao longe, no longe, olhou pra mim, deu um sorriso bonito... ah menino bonito. Faço eu o que agora, olhar e só ver você ali ao centro e todo mundo ao redor, feito algum quadro de Monet. A gente ao som de um dos melhores da atualidade que nos conta do último por do sol. Você pode até não saber, mas a gente esteve no mar, na areia e ouvimos a concha e no dia em que ocê foi embora eu fiquei lembrando de nós dois. Veja só, eu ali lembrando de tudo o que a gente ainda não viveu e você sem saber dos filmes que se passavam em minha cabeça em flashes na velocidade da luz, só levanta mais uma vez os olhos e dá aquele sorriso lindo e branco, como se aprovando tudo o que eu acabava de sugerir em pensamento. Se foi o destino ou o acaso eu não sei, mas seja o que for, só está começando.

Sob o viaduto

A praça em apuros, eu sem destino, a música cadê? Cheguei lá e vi meu oposto, densidade alta de outros, outros por que não eus, os eus cadê? Viaduto feliz. Eus tavam lá e mim passou a estar, música, cores e pessoas, todos no viaduto, sob ele. Sobre ele carros, carros a procura de destinos e os eus já lá. Olhando assim, sem precisar virar a cabeça e analisar, bastando dizer na lata: do viaduto eu gosto e passei a gostar, lembra-me viramundo e todos os simpáticos moradores, olhando assim, são simpáticos. Queria eu que todos os moradores fossem viramundos e todos os dias fosse dias de graveola, sob o viaduto. Mas acordo, pego a bicicleta e meu caderno de construções especiais, a realidade é construir viadutos para os carros, não para sob eles e graveolas. Contradição é minha sina!

Segunda quinzena de março, a gente vai levando

Março, já está no final, é hora de se encontrar, pra viver mil vezes mais... sei que a letra não é essa, mas adaptações é uma forma criativa de se iniciar um texto, acreditem se quiser. Fim de semana bacana, com direito a cervejada de faculdade, colação de grau da mais véia e uma baita feijoada hoje. Eu não me considero uma pessoa exagerada sabe, mas tem horas que admito, eu extrapolo, geralmente isso acontece no horário que beira às 13 horas. Chegando à noite bate aquele arrependimento, aquela vontade de voltar atrás, mas como tudo na vida, foi bom enquanto durou e não se chora mais o leite derramado ou a feijoada comida... e assim vou tocando a vida no tocante da avenida. Meu eu poético está aflorado. Poesias e filosofias de botequim, regadas a cervejinha, violão, pandeiro e meu instrumento de percussão. Eu deveria beber todo dia, assim eu viraria uma ótima musicista, é incrível como eu canto bem sobre o efeito do divino álcool, se o mundo me visse eu estaria barbatrucando nos palcos...

Conselhos, vai um aí?

Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia... quem nunca ouviu isso? Quem nunca falou isso? Mas cá pra nós quem também nunca deu um conselho?? Sempre tentei evitar ao máximo falar meus conselhos e sabe por que?? Eu realmente acredito neles, mas eu mesma não os sigo. Ok, estou generalizando, vai de cada um, mas quando se trata de relacionamentos... putz... faz tempo que não dou pitaco. Hoje foi inevitável, é nossa tendência natural falar sobre o que não sabemos (ou será só minha?), eu sou cheia de teorias e teorias, parei de falá-las, mas hoje meu conselho é prático, sei disso. Pense logicamente, se você está só não vai se decepcionar com o outro, de acordo? Simples assim! Se alguém te fez sofrer uma vez, duas, três, bom, então já deu né? Sofrimento demais é tortura, melhor estar só. Agora uma coisa eu não falo: existe um milhão de pessoas mais interessantes aí fora, isso não sai da minha boca enquanto eu não encontrar um... é, isso não sai.