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Mostrando postagens de abril, 2009

Releitura, o palhaço de um circo sem futuro ( ou um homem de negócios)

Era um pai palhaço, Era um filho envergonhado, Era um diálogo de curiosidade. -Pai, o que o senhor faz? -Filho, faço rir as pessoas pessoas tristes, -Pai, por isso você ri tanto? -Filho, sou feliz. Era um palhaço que era pai. Era um adolescente que era filho. Era uma apresentação sem futuro. -Aquele é seu pai? -Não, é um palhaço. Era uma casa triste, Era um palhaço feliz, Era uma piada solta pelo vento. -Pai, tira essa tinta do rosto! Era uma vida construída, Era um palhaço persistente, Era um filho longe do pai. -Filho, venha para a apresentação das crianças? -Não pai, preciso descansar. Era o fim do palhaço, Era o fim do pai, Era um filho arrependido. Pai, está tudo ao avesso, não vejo a estrada, não vejo caminho, não vejo a felicidade. Quero não me importar com a direção, Quero ser sem preocupar. Quero sorrir da vida, quero andar na praça por andar, quero colocar tinta branca e vermelha em meu rosto, Quero pular de uma perna só e quando cair quero dar gargalhadas de mim mesmo, Quero...

Música

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E quando ela pensou que a noite já estava no fim, lhe toca Norah Jones, uma de suas preferidas. E aquele som suave vai entrando agradavelmente não só em seus ouvidos, mas em seu corpo inteiro. Como é incrível o poder que uma boa canção tem de nos alegrar, relaxar, sentir. Com apenas uma música ela podia sentir lembranças de tardes não tão importantes, mas que agora são tão saudosas. Lembrou-se de uma tarde de sábado onde resolveu sair só, caminhar pela praça, não por estar melancólica ou triste, ao contrário, por que queria simplesmente curtir sua própria companhia. Vestia-se como sempre gostava, um macacão e chinelo de dedo, nada de tendências, nada de moda. Pensou na sensação do sol batendo em seu rosto esquentando todos os pensamentos esquecidos por causa de afazeres e preocupações, com a música, era como se o sol estivesse ali novamente. Uma fonte ao lado, crianças com suas pequenas bicicletas tudo se encaixava tão perfeitamente. Queria ela pintar um quadro naquele momento, mas ela...

Prólogo, como tudo começou.

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Olhei diante do espelho para tentar enxergar melhor, Esfreguei os olhos e abri novamente, estava ainda embaçado, mas eu já conseguia perceber que aquela já não era a mesma de 3 anos atrás, Em muito mudou e só agora estou percebendo. Tem coisas que só mesmo alguém pra te contar, mesmo que seja sobre você mesma. Talvez eu não seja conservadora, talvez eu seja muito. Talvez meu medo se transformou em conservadorismo. Não em conservadorismo dos costumes da sociedade e blá blá blá, talvez conservadorismo de mim mesma. De eu para mim e para ninguém mais. De eu não sair me despedaçando a cada esquina. Eu já tinha dito que perderia meus medos, mas nunca me passou pela cabeça de perder esse medo! Até onde os conselhos dos outros servem para você? Deixar de se bloquear para aproveitar, se entregar e ver onde vai dar, curtir... Por que deixar de ser como sou para ser como me dizem ser? Em muitas vezes deixei de intensificar minhas relações por causa do medo, é verdade, talvez naqueles momentos eu...

Eu por mim mesma - uma crítica construtiva

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Hoje estive mais uma vez em uma situação muito chata. Aquela história de trabalho em grupo sempre causa desavenças e eu que pensei que já tinha passado dessa fase. Eu tenho o costume de sempre priorizar os trabalhos em grupo em detrimento dos trabalhos individuais,isso eu já tinha percebido e tinha percebido também que as coisas não devem ser exatamente assim. Teve uma vez que passei por uma situação lá no início do curso em que prejudiquei um colega muito estudioso, com um trabalho. Engraçado é que não foi exatamente pq eu não queria fazê-lo mas por que eu queria fazê-lo muito bem feito e me enfiei a estudar coisas muito mais profundas do que o necessário e claro que meu problema com o relógio me fez atrasar a entrega, não a ponto de perdermos nota, mas a ponto de deixar meu colega estudioso pensando que não tenho compromisso. Desde então, priorizei sempre os trabalhos em grupo, não só em questão de conteúdo mas do tempo de entrega, só que tenho um sério problema de que quando o assun...

Santo Expedito

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Hoje o dia nasceu feliz. Dormi até acordar, levantei com o pé direito, molhei minha filhotinha, olhei pela janela - quanto a rua está movimentada hoje! É dia de Santo Expedito, santo das causas justas e urgentes. Tenho muitas causas necessárias e talvez impossíveis, mas hoje não quero pedir nada além da própria paz que agora sinto.

O Destino mais uma vez

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Travei. Da minha boca não se formavam as palavras que eu queria dizer, buscava em minha mente e elas também não estavam lá, sumiram, desapareceram e a única que vinha representá-las era a modesta "excuse-moi"! Não disse nada dos meus projetos, nada da minha vida, nada de nada... ou se preferir "rien de rien". É verdade que eu já estava preparada para ser barrada, mas por me barrarem não por eu mesma fazê-lo. É verdade também que não me preparei, mas nem assim justifica pois as questões eram primárias. Mas nesse momento, não pretendo me martirizar, voltando de ônibus escolhi acreditar no destino, escolhi lembrar-me que meu costume é criar situações e eu ainda não me via numa situação de 2 anos longe da minha família e tão pior quanto é estar numa cidade fria e melancólica, não por 2 anos. Como eu disse, preferi acreditar no destino, coisa banal, opção reconfortante. Já sabia que meu lugar era aqui, junto com minha cachorrinha (que neste momento chora para sentar no m...

Minha despedida.

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Adeus meus medos, despeço hoje sem choro de vós que me acompanhastes por toda a minha vida. Me barrastes em pensamentos e ações, nem sempre justificáveis, muitas vezes por demais cautelosos. Adeus minhas preocupações que me tiraram noites de sono preciosas, mas admito raras. Adeus minha preguiça que foi de todos meu pior mal, minha inimiga cruel e indesejada, a quem não devo nada e só não peço nada pois sei que nada pode dar-me. Despeço-me sem saudades nem remorso, mas com educação peço licença, pois agora me retiro, vou caminhar para minha vida.

A velha história dos velhos tempos

Quarta-feira, fim das provas e novamente sem dormir. Retorno às esquinas da adolescência, revejo antigas amigas do Marconi. Era para ter sido mais, me desculpem, mas estava sem dormir. Dia de dupla comemoração, as conversas se regaram com a brahma que era pra ter sido skol, mas não reclamo. De muito tempo meio perdida, me encontrei, apesar de não querer voltar... aquela perguntinha irritante que eu sempre me fiz do "por que tenho que ser assim, tão errada e desorganizada" finalmente respondi e agora está tudo meio explicado. A outra metade é desnecessária. Fica então assim. No disse me disse, nas fofocas desatualizadas, fiquei assustada. Do grupinho que se sentava na beira da quadra de futebol em frente a quadra de peteca e comia o engordurado ki-delícia, salvo algumas exceções (eu), duas estão casadas, uma está pra casar, outro dança axé e não pretende namorar (sabe-se lá até onde isso é verdade), a outra vai terminar um relacionamento agora e eu fiquei flutuando. Percebi qu...

Um dia não muito sortudo

Sabe aquela história da lei de Murphy? Devia ser estudada mais a fundo pelos físicos, pq vou te contar viu... ô leizinha dos infernos que empata o andamento das nossas vidas. Pois é, como é de se perceber estou num daqueles dias que a gente não só acha, mas tem certeza de que o universo conspira contra nós. Me falaram: respira fundo Érika! Mas sinceramente, se continuar desse jeito meu pulmão ainda explode, afinal a lei de murphy tá aí. Agora por exemplo eu fui ler a prova de abastecimento que o professor deixou no arquivo digital já tem quase uma semana, quando eu resolvo abri-la, claro que o programa não vai funcionar, só pq a prova é em plena madrugada no auge das 7:30 da manhã. Torcer para o resumão do maninho entrar e instalar feito carrapato no meu cabeção. De qualquer forma eu rezo...