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Mostrando postagens de fevereiro, 2009

Questão de opostos

A paixão é mesmo uma piada. Depois que passa, a gente não entende nenhum porquê. Porque insistia na conversa se ele só critica? Como poderia ser se enquanto ele fuma eu leio o Rosa? Se ele gosta de cerveja e eu bebo todynho, Ele gosta dum sertanejo e eu gosto é dum forró, Ele acha bonito biquine branco, mas o meu é colorido. Domingo ele quer futebol e eu quero é escalar. Que culpa tenho se não leio o caderno de esportes, Que culpa ele tem se não quer saber de qual teatro vai ter hoje. Que culpa tínhamos nós, se ele é água e eu sou óleo? Depois de muito insistir o máximo que atingimos foi ele uma limonada e eu azeite. É. Os opostos se atraem, mas depois se repelem. No mínimo temos em comum ir sozinho ao clube num sábado ensolarado. E acreditar que talvez a gente chegaria em algum lugar.

Finalmente, As Brumas de Avalon

Bem, estou um tanto fora da época. Minha irmã disse que a discussão das Brumas de Avalon já bombou a muito tempo. Devo dizer-lhes que nunca estive entre elas, só as conheci agora, então para mim é como se elas tivessem nascido agora também. Cheguei no fim da saga, há algumas semanas terminei o último e acabo de ver o filme baseado em seu roteiro. Vou frisar: BASEADO! Digo que fiquei um tanto quanto revoltado com o que fizeram do filme, o que será que a Marion acharia disso? É certo que o filme é completamente distorcido da história original das brumas, mas é certo também que se fossem tentar copiar toda a saga poderia ficar cansativa e daria pelo menos 3 filmes além de como sempre não pegar todos os detalhes. Das várias diferenças entre o filme e a história, senti muita falta da bainha feita pela morgana, será que eles não mostraram pq ela tinha q ser tão bem trabalhada tão linda que ia ficar cara?? Claro que não né! Não precisavam ter economizado com a bainha! Senti falta da cena em q...

De roupa nova

Percebi que eu nunca tinha trocado o layout do meu blog. Como vi que o blog do meu amigo estava com cores novas e tinha ficado muito bonitinho, resolvi dar uma alterada no meu também. Sinceramente, eu gostei. Escolhi as cores sintonizando com a foto do céu com o coqueiro aqui do lado. Essa foto já existia aqui, mas nunca comentei sobre ela. Não fui eu quem tirou não, achei no google. Mas por enquanto não tenho nenhuma que tirei mesmo que eu queira substituir, pois essa não me cansa, essa imagem é deliciosa! Sou viciada nela. Sei que é comum as pessoas gostarem do sol, a maioria das pessoas gostam do sol! Eu nunca disse que eu era uma raridade, admito, sou comum! Gosto do sol, como qualquer humano. Na verdade amo o sol. Mas não é só o sol, é o sol, o coqueiro e esse dourado, como se os raios preenchessem toda a extensão do dia e esquentassem tudo o que há nele. Minha paixão por coqueiros também ajudou para ser essa e não outra imagem. Estou inclusive em processo de convencimento para pl...

Fazenda Santa Maria

Eu sentada na mesinha da sala, O teto sem forro, paredes de tinta azul já descascando, Lembro-me da empada que deixei por último no prato, Minha avó disse: você está comendo demais, não vai dar conta de comer sua empada. Mas a empada era boa, era raro eu comer empada, ia ser tipo uma sobremesa, Minha avó dizia: você não vai dar conta. A comida acabou e o espaço na barriga também. Tive que dar minha empada... Agora eu quero aquela empada de 12 anos atrás. Eu levanto da mesinha e vou para o banheiro, Onde a pia é quase outro cômodo, A pasta vermelha close-up num potinho de manteiga, O espelho na minha frente só revela o que eu já sabia, Levanto uma sobrancelha, tudo ok. A outra, tudo ok. Algumas pintinhas aqui e acolá, marcas que insistem em permanecer. Não vejo nada que me desagrada, penso porque tenho medo de olhar para esse espelho então. Havia esquecido, esse registro nunca funcionou, é sempre o da direita. Lembro e dou risada de mim mesma. Como isso me irritava... há doze anos atrás...

Então é carnaval

Sim, amanhã ainda é carnaval. Aquela festa em que os homens saem eufóricos loucos para tirar a camisa e pegar as gatinhas. As gatinhas aquelas que investiram todo o seu rendimento mensal com biquinis, chinelinhos e academia, depois do reveillon é a festa da vez. Janeiro inteiro se preparando para o dia 23, é o dia em que já fez doce o suficiente e já pode dar o bote. É no dia 23 em que as coisas acontecem. Ali estão entre amigos e os que virão a ser, todos para o mesmo fim, ratinhos em período de cio amontoandos uns sobre os outros. Aaaaah o carnaval, nessa festa não há compromissos oficiais é conhecer e dar tchau. Será? Não creio muito nessa história, no fundo no fundo homens e mulheres buscam milagres com o contato superficial e corporal, só mesmo de milagres. Acho na verdade é que estão todos loucos e nus. E eu entre a loucura e a nudez proucuro meu lugar.

Despedida

Amanhã ela há de partir. Serão seis meses com um oceano entre nós, vá lá, não é pouca coisa. Um oceano e vários quilômetros de terra. Há quem diga que seis meses não é muita coisa, passa rápido e tal, mas ainda sou adepta àquela velha e infalível teoria de que tudo é relativo. Seis meses é pouco para muitas coisas, por exemplo é pouco tempo para descobrir se vou ser engenheira rodoviária ou outra coisa, é pouco para fazer uma tese, é pouco para aprender tudo o que devia em análise estrutural II, é pouco para dar a volta no mundo à pé, pouco para se apaixonar por alguém e saber que aquele é o homem de sua vida - apesar de que a gente ainda teima em acreditar que em dois dias dá para fazer isso. É pouco para todos os feriados brasileiros. E é pouco para descobrir tudo o que poderia ser feito com apenas seis meses e não consigo. E como tudo é questão de referenciais, seis meses é muito tempo para muitas coisas. É muito para ficar sem as histórias de corredores, é muito para não ter o ombr...

De como a Hippie entrou em minha vida

Era manhã de domingo, saía de um trabalho noturno (não me entenda mal, apenas lavava copos - isso ainda é uma história a ser contada aqui.) e passava pela feira hippie, já estava capengando e minha cabeça parecia que ia parar a qualquer momento. Já passava da hora de tomar o rumo de casa. À caminho encontrei três caras, cada um com um ou dois cachorrinhos. Passei pelos três, os preços dos cachorrinhos eram esperados, preço que eu esperaria em qualquer lugar, todos pequenos, na faixa dos 70 a 150, quando fui no último, ele tinha apenas uma cachorrinha peludinha, quietinha. Como eu disse, meu cérebro estava já parando, eu não estava interessada em comprar nenhum cachorro, nunca comprei um único cachorro, sempre peguei os que me procuravam, os que vinham da rua para minha casa ou coisa do tipo. Foi aí que o cara jogou a ísca: -Vc quer ficar com ela? -Ah não moço, estou procurando mais um cachorro grande. (Mentira, eu não tinha dinheiro e não sou de comprar cachorro). -Mas essa eu não esto...

Post literário

Caramba! Eu tinha falado que ia escrever sobre "A Cabana" , "As Brumas de Avalon - A Grande Rainha" e tanto não escrevi, quanto já comecei "A Ferrovia do Diabo", "As obras-primas que poucos leram", "A transamazônica - prós e contras" e já até terminei o terceiro livro das brumas - "O Gamo-Rei". Eu sou uma pessoa um tanto quanto desorientada, quero fazer tudo ao mesmo tempo e muitas vezes não termino o que começo. É por isso que tem tanto livro 'começado'. É certo que "As brumas de Avalon" é uma história fascinante e cada livro eu devoro como se estivesse com fome de tudo aquilo, já os livros cuja história estou louca para saber que seriam sobre a ferrovia e a transamazônica, a leitura não desenvolve. Os livros são bastante históricos com muitos relatos antigos, numa leitura maçante. Eu que não me prendo fácil a muitas coisas tem sido difícil segurar minha atenção nesses dois. Já o outro, "As obras-primas...

Ema ema ema, cada qual com seu pobrema

Ao passo que os dias passam a gente vai aprendendo a conviver com alguns dos nossos defeitos, eu quando era pequena achava muito estranho ver adultos cometendo erros. Achava que os adultos já tinha vivido o bastante para saber o que é o certo e o errado e tudo que é defeito se dá para corrigir. Bem, teoricamente é assim mesmo né, se é defeito existe a forma do bem feito, afinal o defeito só existe por que ele não deveria existir. Heim? Voltando aos meus ingênuos pensamentos sobre os adultos e suas incapacidades, não conseguia passar na minha cabeça que uma pessoa fosse preguiçosa, assim soubesse, quisesse mudar e não conseguiria. Esse não foi um bom exemplo, porque até hoje eu não entendo essa situação, apesar de estar nela inúmeras vezes. O fato é que existem problemas que a gente tem que aprender a conviver com eles, como por exemplo a falta de esquadro do meu quarto, se tiver que corrigir isso teria que quebrar quase todas as paredes da casa ou gastar uma fortuna com argamassa. Esse...