domingo, 21 de março de 2010

Sob o viaduto

A praça em apuros, eu sem destino, a música cadê? Cheguei lá e vi meu oposto, densidade alta de outros, outros por que não eus, os eus cadê? Viaduto feliz. Eus tavam lá e mim passou a estar, música, cores e pessoas, todos no viaduto, sob ele. Sobre ele carros, carros a procura de destinos e os eus já lá. Olhando assim, sem precisar virar a cabeça e analisar, bastando dizer na lata: do viaduto eu gosto e passei a gostar, lembra-me viramundo e todos os simpáticos moradores, olhando assim, são simpáticos. Queria eu que todos os moradores fossem viramundos e todos os dias fosse dias de graveola, sob o viaduto. Mas acordo, pego a bicicleta e meu caderno de construções especiais, a realidade é construir viadutos para os carros, não para sob eles e graveolas. Contradição é minha sina!

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