Condensei mais um

Hoje me peguei pensando, mas não era pensamento assim, concreto da gente quase pegar com as mãos. Era pensamento que fugia, e voltava. Era só me ver alcançando que eu perdia, e me sentia sem firmar pé em pensamento algum. Coisa estranha... mas corriqueira. Quando a gente é criança, pensar é mais simples, a gente pensa e aquilo é certo. Não tem dúvida de pensamento que vem da gente, dizem que é porque criança não conhece as coisas, não sabe do certo e do errado então pensar só lhe basta. Quando a gente cresce é que começa a condenar pensamento? E pensamento dos outros também é condenado. Tô sentindo falta, é disso que eu vinha pensando. Mas fugia, porque a falta que eu sentia era de ter pensamento certo. Você está me compreendendo?
Quando resolvi de pensar algo que não fugisse, essas coisas da vida, eu pensei, pensei que o que faltava naquele momento era ter uma linha na minha vida, era de ter um pouquinho de dinheiro, um romance e um livro. Isso havia de bastar naquele momento. Mas não tinha nenhum dos três. O que eu tinha agora era algo mais, era enfim um pensamento formado. E eu tinha as palavras. Tinha também meu ponto de vista. Na vida isso é suficiente? Creio que não, pois continuo precisando de um cadim de dinheiro, um romance e do livro. O dinheiro é para poder sobreviver, o romance é para fazer felicidade e o livro é para o pensamento da gente não ser tão só, mesmo quando sozinho a gente está. Enfim, cheguei no fim do pensamento, era isso que matutei durante alguns segundo, engraçado como quando se escreve fica mais longo né?
Condensado sem compactação...

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