sábado, 22 de maio de 2010

O novo versus o bom

Porque essa resistência do que é novo? Tem gente que olha o novo e diz que não gosta, não gosta por que não conhece... eu não entendo esse raciocínio lógico de alguns que pra mim não é nada coerente. Segundo alguns, pra que mudar o que dá certo? Concordo, pra que mudar o que é bom? Mas pra que se privar de novas experiências só por que já se conhece o bom? Eu por mim mesma prefiro a comparação, não tomo algo como bom e me dou por satisfeita, eu quero é poder comparar: isso é bom, muito bom... mas será que tem melhor? E fazendo isso a gente vai definindo.
Mas dia desses me peguei pensando... até quando irei experimentar? Na minha vida sempre faltou definições, que vão muito além da comida... foi a vida inteira. Estarei eu perdendo tempo na experimentações sendo que poderia estar aproveitando o que já sei que é bom? Onde está o limite?
Tudo começou com a comida... minha vida sempre começa na comida, um dia ainda precisarei de um regime... então começou com uma viagem, uma amiga que é meu oposto nessas questões, do tipo que não come caqui porque sabe que não vai gostar, come só o que gosta ou o que acha que vai gostar... se ela está errada? Tinha a certeza que sim, mas como disse, me peguei pensando... depois da overdose de exatismos e certezas com essa minha amiga pedi um prato num desses restaurantes, estávamos numa praça de alimentação, primeira oportunidade de escolha: qual restaurante?
É certo que eu precisava de arroz e feijão, reafirmei algo sobre mim, não vivo bem por mais de três dias sem uma refeição com arroz e feijão.
Primeira escolha por inovações, escolhi o Giraffas, tudo bem que o custo era um dos melhores e claro... era um lugar que eu nunca tinha comido.
Segunda oportunidade: qual prato? Graças, pedi um que eu sei que gostava, carne de porco, mas não devo receber o mérito, todas as outras carnes eu também conhecia...
Terceira oportunidade: Qual molho pra carne? Bingo, aquele que eu não conhecia: manteiga com ervas. Apesar de ter o molho madeira com cogumelos, esse era certo que eu gostava. Mas eu pensei, manteiga é bom, ervas é bom... será que o molho é bom?... vai esse!
Resultado: Se eu não tivesse com fome, verdadeira fome, provavelmente não aguentaria aquele prato, comida fria, carne ruim e molho esquisito... será que eu perdi a oportunidade de fazer felicidade com algo que eu já conhecia e sabia que gostava? E as análises começaram a surgir.
Durante toda a minha faculdade fiquei focada em conhecer o que eu gostava e não fui direto para o ponto, arrisquei pensando que poderia gostar, e talvez perdi tempo... agora no fim do curso não sei o que quero para minha vida... mas isso é um assunto que rende bocados.
Durante toda minha vida, conheci homens e homens, gostei de alguns e aqueles que gostaram de mim pensei: mas deve ter mais e melhores, continuei experimentando e agora não estou com ninguém.
Aí fica a questão, experimentar é bom, mas até quanto? Quando estabelecer o limite da minha curiosidade e decidir, é assim que eu gosto, é assim que vou fazer/usar/comer/viver...
Quando o experimentar sai da esfera do ganho de conhecimento e passa a ser perda de tempo...

As vezes eu queria que a vida viesse com uma norma ABNT

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