Despedida
Amanhã ela há de partir. Serão seis meses com um oceano entre nós, vá lá, não é pouca coisa. Um oceano e vários quilômetros de terra. Há quem diga que seis meses não é muita coisa, passa rápido e tal, mas ainda sou adepta àquela velha e infalível teoria de que tudo é relativo.
Seis meses é pouco para muitas coisas, por exemplo é pouco tempo para descobrir se vou ser engenheira rodoviária ou outra coisa, é pouco para fazer uma tese, é pouco para aprender tudo o que devia em análise estrutural II, é pouco para dar a volta no mundo à pé, pouco para se apaixonar por alguém e saber que aquele é o homem de sua vida - apesar de que a gente ainda teima em acreditar que em dois dias dá para fazer isso. É pouco para todos os feriados brasileiros. E é pouco para descobrir tudo o que poderia ser feito com apenas seis meses e não consigo.
E como tudo é questão de referenciais, seis meses é muito tempo para muitas coisas. É muito para ficar sem as histórias de corredores, é muito para não ter o ombro a disposição, é muito para não poder gritar: Liliiii, me ajuda! É muito para não ver o sorriso de enquadramento perfeito e totalmente acessível. É muito para ficar sem o intercâmbio dos medos, sucessos, incertezas e certezas de uma pessoa incomparavelmente especial. Pois é, seis meses não é pouca bosta... mas a falta que a amiga faz ao partir justifica quando deixo de pensar em mim e penso no privilégio das outras pessoas ao terem a sorte de conhecer essa raridade e de ter a certeza de que será uma experiência única e maravilhosa na vida da minha amiga.
Hoje foi dia de despedida, mas claro, uma despedida cheia de sorrisos.
Seis meses é pouco para muitas coisas, por exemplo é pouco tempo para descobrir se vou ser engenheira rodoviária ou outra coisa, é pouco para fazer uma tese, é pouco para aprender tudo o que devia em análise estrutural II, é pouco para dar a volta no mundo à pé, pouco para se apaixonar por alguém e saber que aquele é o homem de sua vida - apesar de que a gente ainda teima em acreditar que em dois dias dá para fazer isso. É pouco para todos os feriados brasileiros. E é pouco para descobrir tudo o que poderia ser feito com apenas seis meses e não consigo.
E como tudo é questão de referenciais, seis meses é muito tempo para muitas coisas. É muito para ficar sem as histórias de corredores, é muito para não ter o ombro a disposição, é muito para não poder gritar: Liliiii, me ajuda! É muito para não ver o sorriso de enquadramento perfeito e totalmente acessível. É muito para ficar sem o intercâmbio dos medos, sucessos, incertezas e certezas de uma pessoa incomparavelmente especial. Pois é, seis meses não é pouca bosta... mas a falta que a amiga faz ao partir justifica quando deixo de pensar em mim e penso no privilégio das outras pessoas ao terem a sorte de conhecer essa raridade e de ter a certeza de que será uma experiência única e maravilhosa na vida da minha amiga.
Hoje foi dia de despedida, mas claro, uma despedida cheia de sorrisos.
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