Prólogo, como tudo começou.


Olhei diante do espelho para tentar enxergar melhor,
Esfreguei os olhos e abri novamente, estava ainda embaçado,
mas eu já conseguia perceber que aquela já não era a mesma de 3 anos atrás,
Em muito mudou e só agora estou percebendo.
Tem coisas que só mesmo alguém pra te contar, mesmo que seja sobre você mesma.
Talvez eu não seja conservadora, talvez eu seja muito. Talvez meu medo se transformou em conservadorismo. Não em conservadorismo dos costumes da sociedade e blá blá blá, talvez conservadorismo de mim mesma. De eu para mim e para ninguém mais. De eu não sair me despedaçando a cada esquina.
Eu já tinha dito que perderia meus medos, mas nunca me passou pela cabeça de perder esse medo! Até onde os conselhos dos outros servem para você? Deixar de se bloquear para aproveitar, se entregar e ver onde vai dar, curtir... Por que deixar de ser como sou para ser como me dizem ser?
Em muitas vezes deixei de intensificar minhas relações por causa do medo, é verdade, talvez naqueles momentos eu curtisse mais se tivesse ido fundo, mas e depois? E depois... e depois...
Mas muitas vezes não liguei para o depois e só pensei no agora, isso, assim, vai...
Ainda tenho dúvidas se poderia chamar esse medo de cautela ou conservadorismo.
Parei e pensei... cheguei numa pequena conclusão.
Nínguém é, todo mundo está.
Essa semana, portanto, está declarada a liberdade ao prazer!
Estarei Capitu.

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