A velha história dos velhos tempos

Quarta-feira, fim das provas e novamente sem dormir. Retorno às esquinas da adolescência, revejo antigas amigas do Marconi. Era para ter sido mais, me desculpem, mas estava sem dormir. Dia de dupla comemoração, as conversas se regaram com a brahma que era pra ter sido skol, mas não reclamo.
De muito tempo meio perdida, me encontrei, apesar de não querer voltar... aquela perguntinha irritante que eu sempre me fiz do "por que tenho que ser assim, tão errada e desorganizada" finalmente respondi e agora está tudo meio explicado. A outra metade é desnecessária. Fica então assim.
No disse me disse, nas fofocas desatualizadas, fiquei assustada.
Do grupinho que se sentava na beira da quadra de futebol em frente a quadra de peteca e comia o engordurado ki-delícia, salvo algumas exceções (eu), duas estão casadas, uma está pra casar, outro dança axé e não pretende namorar (sabe-se lá até onde isso é verdade), a outra vai terminar um relacionamento agora e eu fiquei flutuando.
Percebi que em nada mudei, continuo adiando tudo que envolve a palavra relacionamento, então, até onde isso vai chegar??
Engraçado que até no trabalho esse assunto veio em pauta, os meninos (que na verdade são homens em idade, mas não consigo admitir) discutindo sobre casamento, filhos e namoros e eu como sempre saí pela tangente.
Acho que já chegou a hora de parar de adiar, uma hora tem que ser, senão vai ser nunca. Mas vou deixar para pensar nisso no próximo fim de semana, hoje não.

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