Conversa torta
Sou sem deixar de não ser,
vento carrega as lembranças me deixando só,
sozinha em relembranças que resgato com a chuva
mas o sol vem secar o passado abrindo luz para o futuro,
futuro esse que não conheço mas traço, borro, desmancho e refaço e quando vira presente fica tudo bem diferente do croqui.
O que sou não sei bem,
mas sei do que gosto,
do que gostava e agora desgosto,
e do que nunca gostei,
se isso me define me limito,
limitação quero não,
desgosto
desgôsto.
Desgosto é perceber que perdemos.
Mas gosto de virar para o lado e não ver a placa que proíbe virar a esquerda.
Direita também, mas de direto pra direita são apenas duas vogais.
Eu quero é esquerda.
Cortar caminho ou dar volta,
tanto faz,
só não quero andar em linha reta,
os matemáticos dizem que reta é infinita e não chega a lugar algum.
Então se for para andar que seja torto.
Se for para se perder que seja por aí...
e não por ali que já é, que já foi.
Abstração, desatenção, conflito.
Resumo de mim.
Eu mesma sou assim,
ou não,
quem sabe afinal?
Aquele que sempre soube que atire em mim os primeiro manuscritos de Sigmund Freud.
....
....
....
Certo, não fui acertada por nenhum, então posso prosseguir.
Certo? Errado? Odeio.
Odeio tudo não, amo é dançar....
"se eu dançasse a noite inteira eu nunca mais dormia só.
É que eu gosto do moreno
e a gente gosta é do forró...
Eu gosto do forró,
Se você dança bem...
Você me dá um beijo eu não conto pra ninguém,
Se o dia amanhecer e a gente se der bem,
Você me dá um beijo e eu não conto pra ninguém
eu não conto pra ninguém
eu não conto pra ninguém
Todo moreno é mais faceiro depois que dança um forró..."
Psiu... não vamos contar para ninguém, coisa nossa...
vento carrega as lembranças me deixando só,
sozinha em relembranças que resgato com a chuva
mas o sol vem secar o passado abrindo luz para o futuro,
futuro esse que não conheço mas traço, borro, desmancho e refaço e quando vira presente fica tudo bem diferente do croqui.
O que sou não sei bem,
mas sei do que gosto,
do que gostava e agora desgosto,
e do que nunca gostei,
se isso me define me limito,
limitação quero não,
desgosto
desgôsto.
Desgosto é perceber que perdemos.
Mas gosto de virar para o lado e não ver a placa que proíbe virar a esquerda.
Direita também, mas de direto pra direita são apenas duas vogais.
Eu quero é esquerda.
Cortar caminho ou dar volta,
tanto faz,
só não quero andar em linha reta,
os matemáticos dizem que reta é infinita e não chega a lugar algum.
Então se for para andar que seja torto.
Se for para se perder que seja por aí...
e não por ali que já é, que já foi.
Abstração, desatenção, conflito.
Resumo de mim.
Eu mesma sou assim,
ou não,
quem sabe afinal?
Aquele que sempre soube que atire em mim os primeiro manuscritos de Sigmund Freud.
....
....
....
Certo, não fui acertada por nenhum, então posso prosseguir.
Certo? Errado? Odeio.
Odeio tudo não, amo é dançar....
"se eu dançasse a noite inteira eu nunca mais dormia só.
É que eu gosto do moreno
e a gente gosta é do forró...
Eu gosto do forró,
Se você dança bem...
Você me dá um beijo eu não conto pra ninguém,
Se o dia amanhecer e a gente se der bem,
Você me dá um beijo e eu não conto pra ninguém
eu não conto pra ninguém
eu não conto pra ninguém
Todo moreno é mais faceiro depois que dança um forró..."
Psiu... não vamos contar para ninguém, coisa nossa...
Comentários
Passei por aqui.
Gostei do rítmo do seu poema. A leitura correu macia.