Quando o dia não valeu
Todo dia ela faz tudo sempre igual,
ouve despertador as 5h30 da manhã mas levanta as 6h e reclama,
liga o som e corre para o banho pra acordar,
pega blusa,
pega calça,
pega meias e calcinha
Todo dia ela bebe seu leite com café mas nem sempre engole o pão,
Onde isso vai chegar?
Todo dia ela chega um pouco atrasada, mas com um sorriso pontual,
Se sente burra quase 1h e 40 mas tem 10 minutinhos para descansar,
depois mais 1h30 de tédio e então mais 10 minutinhos para encontrar todo mundo que ela conhece por acidente,
em seguida 1h40 para estar em um lugar pensando em outro, todo dia ela faz tudo sempre igual...
todo dia almoça as 12h30 mas pega fila, tenta convencer um amigo de que toda essa chatice e o destino que os guarda não é tão mal assim, mas tenta convencê-lo ou a si mesma?
Vai de carro ou vai de ônibus corre para chegar num estágio onde sente sono.
Calça suas botinas, um jaleco enorme, prende os cabelos e coloca um capacete, se veste feito homem.
A obra caminha sempre muito igual, homens trabalham tal qual formigas, cada um com sua função cada qual com seu caminho. Seus pensamentos voam longe, assim como os dela que não sabe o que faz ali. Sol rachando sua cabeça e ela não sabe em que pensar e não sabe o que querer.
Pensamento voa longe, passa por concreto, pelo quarto, dinheiro, um garoto vez em quando, pela ferragem que falta, o colega do lado... anda muito dispersa... onde isso vai chegar?
O sino bate, os operários voltam as suas vidas interrompidas, voltam para o lar, familia, a outra ou o que seja, ela volta para sua rotina.
Chega em casa e faz sempre igual, brinca com suas cachorras, come algo e bebe algo, se virtua ou tenta estudar. Sua cabeça nunca está onde ela queria. Onde isso vai chegar?
Sente sono e fica feliz quando vê o relógio marcar 23, não sente culpa por dormir, mas mesmo assim, se pergunta, aonde tudo isso vai chegar?
Agradece por sua inconstância, pois amanhã já não pensará que é tudo sempre igual.
ouve despertador as 5h30 da manhã mas levanta as 6h e reclama,
liga o som e corre para o banho pra acordar,
pega blusa,
pega calça,
pega meias e calcinha
Todo dia ela bebe seu leite com café mas nem sempre engole o pão,
Onde isso vai chegar?
Todo dia ela chega um pouco atrasada, mas com um sorriso pontual,
Se sente burra quase 1h e 40 mas tem 10 minutinhos para descansar,
depois mais 1h30 de tédio e então mais 10 minutinhos para encontrar todo mundo que ela conhece por acidente,
em seguida 1h40 para estar em um lugar pensando em outro, todo dia ela faz tudo sempre igual...
todo dia almoça as 12h30 mas pega fila, tenta convencer um amigo de que toda essa chatice e o destino que os guarda não é tão mal assim, mas tenta convencê-lo ou a si mesma?
Vai de carro ou vai de ônibus corre para chegar num estágio onde sente sono.
Calça suas botinas, um jaleco enorme, prende os cabelos e coloca um capacete, se veste feito homem.
A obra caminha sempre muito igual, homens trabalham tal qual formigas, cada um com sua função cada qual com seu caminho. Seus pensamentos voam longe, assim como os dela que não sabe o que faz ali. Sol rachando sua cabeça e ela não sabe em que pensar e não sabe o que querer.
Pensamento voa longe, passa por concreto, pelo quarto, dinheiro, um garoto vez em quando, pela ferragem que falta, o colega do lado... anda muito dispersa... onde isso vai chegar?
O sino bate, os operários voltam as suas vidas interrompidas, voltam para o lar, familia, a outra ou o que seja, ela volta para sua rotina.
Chega em casa e faz sempre igual, brinca com suas cachorras, come algo e bebe algo, se virtua ou tenta estudar. Sua cabeça nunca está onde ela queria. Onde isso vai chegar?
Sente sono e fica feliz quando vê o relógio marcar 23, não sente culpa por dormir, mas mesmo assim, se pergunta, aonde tudo isso vai chegar?
Agradece por sua inconstância, pois amanhã já não pensará que é tudo sempre igual.
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