Diário

Informação importante: caso alguém além de mim chegou nesse ponto e está pretendendo ler o post, recomendo sinceramente que não o faça, é um conselho bastante relevante uma vez que sou a responsável por isso aqui. Nada do que está escrito será útil para você que não sendo eu, não tem nada a ver com isso. Essa nota é um "p.s", mas devido a motivos óbvios tive que passá-lo cá para cima.

Abre parênteses, diário querido diário, amigo de bons ouvidos e poucas intromissões, hoje registro um desabafo de garota assustada.
Estou muda e amarrada mas tenho escutado e enxergado muito bem. Melhor do que nunca talvez. Penso na aflição do mudo que não é surdo. Ouvir e não poder falar é agonizante.
Estou numa luta incansável contra o tempo, digo e me escutas, é uma luta atoa. Estou contra o tempo presente e numa luta mais inútil ainda que é a contra o tempo passado.
Ando meio perturbada com isso, estou querendo mais do que posso, vencer o tempo é impossível, tenho que virar parceira dele. Só assim para vencer ou empatar. Sim, sim, sei de tudo isso. O que não sei? O que não estou vendo? Já sei de tudo isso, nada novo, nenhuma informação. Nenhuma nova descoberta, nenhuma nova teoria.
Quero mudar meus pensamentos, estou cansada deles, de todos eles.
Eles estão me perturbando cada vez mais.
Em um único dia penso o suficiente para passar o resto da vida numa prisão.
Quero ficar presa neles mesmos mais não... onde anda a liberdade tão falada por aí?
Deixem que digam que pensam ou que falem, contanto que eu possa dizer... para mim mesma.
Aí chega uma hora que me convenço de que toda essa perturbação é sinal de que é hora de dormir.
Boa noite!

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