Minha saudosa maloca
Quero contar-lhes sobre uma casinha que tenho muito distante daqui, para chegar lá só mesmo em pensamento, o acesso físico é bem complicado, muitas pessoas desistiram, mas mesmo assim é bom que saibas o endereço, caso queira me fazer uma visita. A minha casa fica lá detrás do mundo, virando a esquerda, na alameda dos chapéus, as portas são grandes e largas, não sou boa de dimensões, mas deve ter por volta de uns 5,37m de altura para 2,53m de largura, são duas portas. Não tem janelas na frente, mas nem por isso a casa é mal iluminada ou ventilada, ao contrário, assim que eu entro na casa tem um jardim e um sol próprio, não acham que eu tenho um sol próprio por ter nascido com a bunda virada para lua, foi por merecimento, me custou alguns pensamentos de liberdade. Eu tenho um pé de azeitonas, elas já nascem em conserva, é uma nova ciência que andei desenvolvendo, não quero me gabar, mas foi um empreendimento muito bem sucedido. O jardim é bem grande, e entre minhas plantações, tenho um pé de duendes. Quando encontrei essa espécie no mercado local, achei curioso, não sabia por que diabos alguém iria querer um pé de duendes no seu jardim, mas como fiquei muito curiosa resolvi plantar. O pezinho começou a dar duendes faz três anos, eles nascem em média 4 na primavera e 2 no verão, no outono costuma cair um preguiçoso e defeituoso, mas dos três que caíram, só tem 1 que sobreviveu, e ele é muito preguiçoso, então deixo ele em cima do relógio da cozinha e fica responsável de comer as bananas que estão ficando velhas. Os outros depois que caem do pezinho passam o dia desenhando borboletas e molhando as outras plantinhas se perguntando quando elas virarão duendes, nunca contei para eles a verdade sobre as outras, pode ser fatal. Eu tenho uma cama suspensa no jardim, quando chove dentro da minha casa fico contando os pingos que caem na margarida que por algum motivo nasceu só. Toda vez que a chuva cai ela canta com uma voz saudosa: "chuva traga o meu benzinho, pois preciso de carinho, diga a ele para não me deixar triste assim."Os ritmos da chuva sempre me fazem pensar, e é tão gostoso...o pesamento parece uma coisa atoa mas como é que a gente voa quando começa a pensar?
Na minha casa recebo gente de todo tipo, gente alegre, gente triste, gente rica e gente pobre, até hoje ninguém conseguiu entrar em toda a casa muito menos entender o tipo de construção que optei por fazer. Tem umas pessoas que moram lá, mas nem mesmo essas conhecem a casa toda, para falar a verdade, a casa é tão grande que não sei falar tudo que tem lá. Um dia desses me surpreendi ao ver uns ratinhos brancos dançando samba de gafieira enquanto um colega da faculdade colava estrelas nas paredes feitas de cheiro de mato. Quando perguntei de onde eles vieram, todos responderam que moravam ali há muito tempo. Para entrar lá em casa, tá um pouco complicado, tem um rio enorme feito por algumas pessoas que saíram da minha casa. Como eu disse, atualmente as pessoas só tem ido lá em pensamento. Eu tinha até colocado um barquinho antes para ver se mais gente conseguia atravessar o rio, mas ele está ficando muito perigoso e turbulento, então resolvi tirar o barquinho, até por que a última pessoa que usou o barquinho e entrou na casa fez uma bagunça lá dentro! Tirou um monte de coisa do lugar, um dia o peguei catando uns sorrisos que estavam distribuídos por um monte de lugarzinhos da casa, pegou tudo e colocou numa caixa, vê se pode! Meus pobres sorrisinhos! Depois disso não facilitei a entrada de mais ninguém, tirei o barquinho e ninguém mais entra nem sai. Dia desses a margarida me falou que viu uma pessoa construindo uma canoa e parecia estar bem forte, eu não vi nada, nem posso acreditar em tudo que ela diz, pois ela inventa muita coisa, mas fiquei esperançosa, apesar de um pouco receosa, pois se for uma canoa mesmo, ele pode não conseguir atravessar, tá muito perigoso! De qualquer forma estou arrumando a casa todinha caso ele consiga entrar mesmo. Nessa arrumação joguei um cado de trem fora. E trouxe mais algumas coisas, tá ficando boa.
Minha casa, que fica lá detrás do mundo, onde eu vou num segundo quando começo a dançar, daqui de fora sei que lá a falsidade não vigora.
Se conseguires entrar, seja bem vindo!
Na minha casa recebo gente de todo tipo, gente alegre, gente triste, gente rica e gente pobre, até hoje ninguém conseguiu entrar em toda a casa muito menos entender o tipo de construção que optei por fazer. Tem umas pessoas que moram lá, mas nem mesmo essas conhecem a casa toda, para falar a verdade, a casa é tão grande que não sei falar tudo que tem lá. Um dia desses me surpreendi ao ver uns ratinhos brancos dançando samba de gafieira enquanto um colega da faculdade colava estrelas nas paredes feitas de cheiro de mato. Quando perguntei de onde eles vieram, todos responderam que moravam ali há muito tempo. Para entrar lá em casa, tá um pouco complicado, tem um rio enorme feito por algumas pessoas que saíram da minha casa. Como eu disse, atualmente as pessoas só tem ido lá em pensamento. Eu tinha até colocado um barquinho antes para ver se mais gente conseguia atravessar o rio, mas ele está ficando muito perigoso e turbulento, então resolvi tirar o barquinho, até por que a última pessoa que usou o barquinho e entrou na casa fez uma bagunça lá dentro! Tirou um monte de coisa do lugar, um dia o peguei catando uns sorrisos que estavam distribuídos por um monte de lugarzinhos da casa, pegou tudo e colocou numa caixa, vê se pode! Meus pobres sorrisinhos! Depois disso não facilitei a entrada de mais ninguém, tirei o barquinho e ninguém mais entra nem sai. Dia desses a margarida me falou que viu uma pessoa construindo uma canoa e parecia estar bem forte, eu não vi nada, nem posso acreditar em tudo que ela diz, pois ela inventa muita coisa, mas fiquei esperançosa, apesar de um pouco receosa, pois se for uma canoa mesmo, ele pode não conseguir atravessar, tá muito perigoso! De qualquer forma estou arrumando a casa todinha caso ele consiga entrar mesmo. Nessa arrumação joguei um cado de trem fora. E trouxe mais algumas coisas, tá ficando boa.
Minha casa, que fica lá detrás do mundo, onde eu vou num segundo quando começo a dançar, daqui de fora sei que lá a falsidade não vigora.
Se conseguires entrar, seja bem vindo!
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